Nostalgia – a pior das doenças do espírito.

A nostalgia é uma desgraça. É estar apegado a algo vazio. Embarcamos num navio, zarpamos rumo ao infinito. A terra ficou para trás. A âncora foi abandonada. A nossa frente, apenas o horizonte infinito. Infelizmente, você vai sentir nostalgia da Terra, pois o oceano – a infinitude das possibilidades do horizonte de nossa existência – causa calafrios.
O nostálgico é o pássaro que alçou vôo pelo céu eterno e decidiu voltar à sua gaiola.

Já disse Nietzsche certa vez:

O preconceito dos filósofos é a falta de senso histórico

O nostálgico é incorrigível – sabe que aquilo que ele sente falta não existe mais e, mesmo que existisse, nunca foi cristalizadamente verdadeiro.
O nostálgico é, antes de mais nada, um herege. Um blasfemador do devir da vida. 

Bruno Nunes é o criador do blog Filosofia em 3 Minutos, professor de Filosofia no Ensino Médio na cidade de Londrina-PR.
Bruno Nunes é o criador do blog Filosofia em 3 Minutos, professor de Filosofia no Ensino Médio na cidade de Londrina-PR.


A vida é esse eterno devir, o eterno vir-a-ser das coisas, a eterna transição e transformação de tudo. O nostálgico blasfema contra a Terra – o devir – e proclama o paraíso, que em sua cabeça deve ser eterno e nunca passageiro.
O nostálgico é aquele que, em última análise, perdeu a capacidade da mais fina arte que o ser humano é capaz: a de esquecer.
Ai daquele que não esquece – ele adoece.

Bruno Nunes.

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