Cada um faz com o seu interruptor o que bem entender.

Tenebrosexuais VS. Luminosexuais

Em uma galáxia mais ou menos longe daqui virando à esquerda aconteceu uma situação muito estranha. Fiquei sabendo por fontes também mais ou menos confiáveis.

Como em toda cultura avançada da época as pessoas de bem tinham um comportamento razoável, trabalhavam pelo bem da civilização e, é claro, apenas faziam sexo no escuro. Há quem diga que isso era fruto de uma tradição muito antiga que era baseada no Grande Papiro, mas isso não vem ao caso agora.

As coisas por lá iam muito bem, até que em um belo dia algumas pessoas começaram a reivindicar o direito de fazerem sexo com a luz acesa. E isso acabou tornando-se uma crise, obviamente.
Não que algumas pessoas de bem já não tivessem feito com a luz acesa alguma vez, ou até fizessem de vez em quando ainda, o escândalo era propagar uma coisa dessa e até escrever faixas sobre isso.

Amor, vamos apimentar. Vamos tirar as meias!
Amor, vamos apimentar. Vamos tirar as meias!

Como as pessoas sérias poderiam explicar para seus filhos que havia gente por ai fazendo sexo com luz e tudo mais? Qual seria o próximo passo, tirar as meias?

Os conservadores voltaram-se para os líderes políticos e religiosos.

“Queremos a volta da ordem, Moral e Bons Costumes”

Foi o lema deles enquanto pressionavam as autoridades.

Entretanto, foi difícil conter o movimento, não demorou muito para que muitas pessoas inspiradas pela coragem dos primeiros também anunciassem que acendiam as luzes.

Um grupo em particular afirmou que às vezes durante o sexo acendia, ou apagava, dependendo da vontade na hora. Esses acabaram sofrendo críticas e preconceito dos dois lados. Foram chamados por algum tempo de tenebroluminosexuais, mas a nomenclatura já estava difícil o suficiente e logo ninguém se importou com eles mais. Acho que foi até esse nome absurdo que acabou causando o que veio depois.

-Texto de autoria de Bruno Iauch, escrito em Agosto de 2012. Bruno é professor de Filosofia na cidade de Maringá-PR. É fã de Rolling Stones, Quentin Tarantino e de pimenta.

Essa parte da historia não me contaram direito, pareceu tudo meio embolado. Não sei se partiu dos movimentos populares ou das autoridades, mas acabaram chegando a um acordo.

O tumulto já havia se estendido por anos e acabaram resolvendo que o melhor mesmo era que cada um se comportasse entre quatro paredes como bem entendesse. Ninguém mais usou nome complicado nenhum.

Pois, no fim das contas cada um ia fazer com seu interruptor o que bem entendesse de qualquer jeito.

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2 comentários em “Cada um faz com o seu interruptor o que bem entender.

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